MARCO TÚLIO OLIVEIRA

 

PSICÓLOGO e PSICANALISTA

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A  PSICANÁLISE

A psicanálise se refere a um método de investigação dos processos inconscientes da mente desenvolvido pelo médico Sigmund Freud ao final do século XIX.  Freud revelou que na mente humana há um lugar desligado da consciência povoado por imagens e paixões e perpassado por discordâncias. Lugar este que ele chamou de "inconsciente". Sendo assim, quando o sujeito manifesta ao analista uma queixa específica ou um sintoma que lhe causa sofrimento psíquico, ignora certas causas motivadoras dado ao seu aspecto inconsciente.

 

De modo figurado, o sujeito obtém acesso restrito à ponta do iceberg, o "consciente", que diz respeito ao que ele menciona sentir. Já a parte imersa deste iceberg, o "inconsciente", abarca o potente jogo entre forças repressoras e os sentimentos e desejos recalcados não acessados por este mesmo sujeito, que se convertem em atos falhos, chistes, esquecimento, sonhos, sintomas orgânicos conversivos estruturantes do sofrimento.
 

O método psicanalítico é um tratamento baseado na fala, em que o fato de se verbalizar o sofrimento, de encontrar palavras para expressá-lo, permite, se não curá-lo, ao menos tomar consciência de sua origem e, portanto, assumi-lo.
 
No campo do psiquismo não existe cura no sentido como essa é constatada no campo das doenças somáticas, sejam elas genéticas ou orgânicas. Os sintomas não remetem a uma única doença e essa não é exatamente uma doença no sentido somático, mas um estado. Por isso a cura não é outra coisa senão uma transformação existencial do sujeito.
 
A fala ocupa um lugar preponderante na história dos tratamentos psíquicos: ela elabora, conserta, permite conjurar a má sorte e é, por vezes, equivalente a uma confissão. Permite ao paciente libertar-se de sua ilusória pretensão ao autocontrole e, ao analista, criar interpretações libertadoras. Cabe à ele interpretar a linguagem do inconsciente em material significante para o sujeito, de modo a ampliar a consciência sobre si mesmo e entrever um sentido de vida mais autêntico e criativo.
 
O psicanalista reconhece, no paciente, um sujeito potencialmente disposto à transformações subjetivas, o que se traduz numa mudança de dentro para fora, através da investigação elaborada de seus sonhos e desejos inconscientes. O sujeito é convocado pelo analista a pensar através de si mesmo e não do outro. A expectativa é que, ao longo do processo psicoterapêutico analítico, o paciente revele o seu "eu real" libertando-se de papéis estereotipados que lhe foram impostos ao longo de sua vida e que se perceba satisfatoriamente capaz a assumir decisões e responsabilidades.
 
A proposição última de uma análise é a implicação do sujeito na sua vida como determinante de seu destino. Não cabe à análise apontar caminhos, mas somente colocar o sujeito em condições de abrir os próprios por si. O sujeito freudiano é um sujeito livre, dotado de razão, mas cuja razão vacila no interior de si mesma. É de sua fala e seus atos, e não de sua consciência alienada, que pode surgir o horizonte de sua própria cura. Freud preconizava que a psicanálise opera segundo a escultura onde o escultor busca fazer emergir de um bloco amorfo de mármore uma obra de arte, o paciente, que ali se esconde.

 

Uma peculiaridade do consultório de psicanálise é o uso do divã, não compulsório, pelo paciente, onde este é orientado pelo psicanalista a falar, sem censuras, sobre tudo que lhe vem à mente, o que favorece a sua introspecção, ou seja,acesso a seus conteúdos internos não manifestos, reprimidos.


Por sua vez, para o psicanalista, o divã o libera do contato visual com o paciente, permitindo a ele (analista) a atentar estritamente à fala do sujeito, ou seja, ao que lhe é comunicado e significado.