MARCO TÚLIO OLIVEIRA

 

PSICÓLOGO e PSICANALISTA

CRP 06/113235

 

 

PSICOTERAPIA

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DEPRESSÃO

A depressão se tornou um fenômeno tão frequente no mundo moderno a ponto de ser considerada por alguns autores como reação normal dos tempos atuais, desde que não interfira nas nossas atividades cotidianas.
 
Este ponto de vista estatístico não leva em conta, porém, a gravidade do problema e as sensações que acompanham o indivíduo durante toda a vida, podendo interferir negativamente nos relacionamentos afetivos, sociais e profissionais, ensejando o desiquilíbrio psicológico do indivíduo, de forma a conduzi-lo a uma vida insatisfatória e improdutiva .

Segundo o manual de Classificação de transtornos mentais e de comportamento da CID-10, o indivíduo acometido por episódios depressivos usualmente sofre de humor deprimido; perda de interesse e prazer; energia reduzida levando a uma fatigabilidade aumentada e atividade diminuída; cansaço marcante após esforços leves; concentração e atenção reduzidas; ideias de culpa e inutilidade; visões desoladas e pessimistas do futuro; ideias ou atos autolesivos ou suicídio; sono perturbado; apetite diminuído.

 

O paciente, geralmente, tem consciência de seu estado e sofre com isso. Além de triste, o humor pode se mostrar irritável, exteriorizando-se por sentimentos de angústia, ansiedade, medo, insegurança, incapacidade parcial ou total de sentir alegria ou prazer. Do ponto de vista somático, a maior parte do deprimidos queixam-se de diminuição da libido, insônia, inapetência ou aumento do apetite.

O psicanalista Hugo Bleichmar assevera em seu livro Depressão: Um estudo psicanalítico, que o núcleo da depressão está estruturado por um tipo de ideia que o sujeito faz da impossibilidade de realização de um desejo em que alcançaria um ideal, e como não é possível, ele se sente fracassado, arruinado, inferior, culpado.

 

A depressão por perdas, conhecida como luto, é decorrente da sensação de perda, real ou fantasiada, de objetos bons e/ou reasseguradores da autoestima do indivíduo.
 
Sigmund Freud, em seu texto Luto e Melancolia, menciona uma comparação entre o afeto normal do luto e a melancolia, entendendo que em ambos há uma variedade de fenômenos comuns, dentre eles, o desânimo profundamente penoso, interrupção do interesse pelo mundo externo, perda da capacidade de amar, bem como inibição às atividades em geral.
 
No entanto, na melancolia, além destes fenômenos, encontra-se a diminuição dos sentimentos de autoestima, caracterizado por auto- recriminação, autodesvalorização e culpa, que podem levar ao delírio de autopunição.

 

Em linhas gerais, um tratamento antidepressivo pode ser do tipo medicamentoso ou não-medicamentoso. O primeiro compreende os antidepressivos, sendo o segundo a psicoterapia, considerado básico, em qualquer caso clínico, a combinação dos mesmos como complementares. Desta forma, configura-se que, enquanto o médico psiquiatra cuida da doença, o psicólogo ocupa-se do doente ou, num outro sentido, do homem que sofre.

Em termos práticos, o psicólogo deve ajudar o paciente a identificar e desfazer a trama depressiva que vem construindo há muito tempo. O sujeito não se apercebe que, via de regra, escolhe a solução menos satisfatória, mais complicada, de forma a configurar a sua vida numa rede de vivências torturantes.
 

Trata-se de um trabalho artesanal, o qual requer muita paciência e estritamente personalizado, com vista a auxiliar o paciente na remissão sintomática e, mais do que isto, encontrar um jeito melhor de funcionar.